









Miguel: Lu, só me diz uma coisa. Eu tô confundindo tudo?
Luciana: Como assim?
Miguel: Luciana, eu não tô mais cabendo na minha casa. Não tô mais cabendo dentro de mim, dentro do meu corpo, dos meus pensamentos. Eu não tô.. Eu perdi a minha paz. Eu perdi a minha concentração. Fome, sono.. Eu perdi a minha calma. Eu preciso recuperar isso, para continuar vivendo. Eu preciso saber se eu tô sozinho ou se tô acompanhado nessa. Se isso é um delírio ou ilusão, ou uma história que eu inventei.
Luciana: Miguel, você..
Miguel: Espera, espera. Escuta. Eu queria que você soubesse, que mesmo que isso não dê em nada, já valeu. Já valeu a pena por tudo que eu experimentei assim, assim sozinho. Na solidão dos meus pensamentos, dos meus desejos.. Você sabe o que eu tô falando, não sabe? E Lu, isso tudo que eu estou sentindo fica preso assim, por um fio de esperança, que vem de cada encontro que a gente tem, de cada vez que eu sinto o seu cheiro, de cada vez que eu vejo o seu sorriso. E é muito bom, mas eu preciso me libertar disso, eu preciso me livrar dessa angústia que está me matando. Mesmo que eu sofra o resto da vida desse sentimento, que tem sido meu bem, mas que também tem sido meu mal. Luciana, eu vim aqui porque eu preciso te dizer..
Miguel e Luciana: Eu te amo!
E ela vai lembrar. Ela vai lembrar de cada detalhe, de cada palavra dita. Ela vai lembrar da primeira e da última conversa, e tudo aquilo que você disser será repassado milhares de vezes com suas amigas. Ela vai lembrar de cada sorriso, que ela deu somente ao pensar em você, ou mesmo de longe, te ver sorrir. Ela vai lembrar principalmente de cada lagrima, de cada vez que chorou, por motivos que nem mesmo conhecia, mas que você era o principal deles. Ela vai lembrar da primeira vez que seu coração bateu mais forte, somente ao ouvir o teu nome. Ela vai lembrar de cada segundo que passou ao seu lado, e de cada segundo que passou sentindo tua falta. Ela vai lembrar de tudo, por mais que ela tente fingir que ja esqueceu. Por mais que ela tente fingir que você não significa mais nada. Então pense bem antes de machuca-la, não a faça se arrepender de acreditar no amor mais uma vez.
17th March, Saturday — ReblogQuero beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir a nossa música numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo. Quero sambão com churrasco e as famílias reunidas. Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre.
A felicidade é sutil. É uma poesia, um pedaço de manga, um gole de vinho, uma música que arrepia. A felicidade é tão simples. Um abraço em quem a gente não vê faz tempo, um carinho de um amigo, um beijo em seu amor. É andar de mãos dadas, encostar a cabeça no ombro do outro no cinema, dormir juntinho. É cheiro de café passado, susto que passa logo, lambida de cachorro no nariz e perfume de flor. A felicidade é serena. Uma ferida que sara, a calça que finalmente entra, a tão desejada voz do outro lado do telefone. Um filho que aprende a dizer mamãe, a receita que dá certo, o olhar que se encontra.
Clarissa Corrêa.
13th February, Monday — Reblog



